Sobre histórias e outras histórias (Painel de Conteúdo WEB no WordCamp RJ 2014)

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20 de setembro. Hora do almoço: “mas sobre o que vamos falar, gente?” Era a dúvida que pairava no ar, enquanto pedíamos nossos churrascos a um garçom que simplesmente não conseguia nos entender. Entre uma coca-cola e outra partilhávamos experiências mútuas sobre o que nos trouxera até ali. Como blogueiros no início dos anos 2000, como empreendedores na década seguinte, como lutadores em um país que voltou a ostentar…crise.

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Toda a elegância matemática dos filmes da PIXAR

Um dos meus passatempos favoritos é imaginar o que estariam fazendo grandes artistas e pensadores do passado remoto (ou nem tanto) nos dias de hoje. Seguindo um raciocínio simples, Beethoven, por exemplo, seria facilmente um guitarrista de banda de heavy metal, Freud teria uma banda Indie, depressivo que só, Madame Curie, um trailer no deserto de onde sintetizaria substâncias ilegais e…

…Leonardo DaVinci estaria na Pixar. Não como um ilustrador ou diretor de criativo mas, traduzindo na pureza da Matemática, a única linguagem universal, a ciência por trás dos movimentos e da ilusão divertida e acolhedora que são as histórias criadas por este estúdio.

No vídeo a seguir você pode conferir na prática como a Matemática é aplicada no dia a dia das renderizações, através da elegância das expressões que Tony DeRose, pesquisador do estúdio, desenvolve bem a nossa frente. O que eu mais gosto é como a coisa toda faz sentido tanto na interface de um software de alto nível, quando em um rascunho de papel de embrulho. Genial.

 

Darren Aronofsky fala sobre o poder das histórias

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Em evento na Academia de Cinema, cineasta apresenta os fundamentos de seu processo criativo

Você já deve ter ficado olhando para a tela, coçando a cabeça, ressabiado com as histórias que Darren Aronofsky levou ao cinema. Em sua última incursão, o épico Noé, por exemplo, temos uma belíssima cena que consegue misturar criacionismo e evolucionismo em um único mito. Complicado? Pois é, ele curte.

Até por isso, o papo do vídeo abaixo é tão interessante. O cineasta e o psicólogo e neurocientista Jeffrey M. Zacks participaram de um painel promovido no último dia 30 de julho pela Academia de Cinema americana, com o sugestivo título de “Movies in Your Brain: The Science of Cinematic Perception”, ou em uma tradução livre, “Filmes em seu cérebro: a ciência da percepção cinemática”.

Nos sete minutos ele faz um resumo interessante sobre o lado “pancultural” dos mitos além de debater sobre o poder que estruturas narrativas têm nos cérebros e comportamentos de audiências ao redor do mundo.

Para saber mais

 

Como a trilha sonora de Start Trek Into Darkness ganhou vida

Depois do fiasco do Homem de Ferro 3 não resta dúvida que dois filmes disputarão o lugar de melhor do ano (na categoria ficção, claro): Man of Steel e Into Darkness, a segunda parte da trilogia Star Trek assinada por J.J. Abrams. Quem já foi impactado pelo preview de 5 minutos com Kirk e Spock tentando fugir de um planeta inóspito e multicolorido sabe o que estou falando. Continue reading

 

O que a campanha de DOVE esconde…

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Circulou na web essa semana uma campanha linda, linda de Dove, na qual mulheres são convidadas a descrever seus traços e, depois, pessoas que as viram apenas uma vez fazem a mesma coisa. A diferença é clara e nos mostra como nos julgamos em detrimento de como os outros enxergam, por vezes, apenas o melhor em nós. Assista:

O que eu achei mais curioso, contudo, é que Gil Zamora – artista forense do FBI – é por si só uma espécie de condutor do experimento e utilizou suas técnicas de investigador para tal. Assim, fica patente que o que ele registra são opiniões. Os desconhecidos externos sabem mais de nós do que o desconhecido interno, nós mesmos. Certo? Errado.

O que o experimento demonstra é que estamos prontos a confiar e mirar só naquilo que nos agrada nos outros. É lei de atração pura e simples, que dribla a memória e nos faz lembrar apenas de traços mais suaves. É claro que Gil tem questões diferentes para a própria pessoa (“Me diga como é a sua bochecha”) e para o convidado (“Como ela se parece?”). Objetivo x subjetivo.

Mas, sim, as mulheres são belas.

 

 

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Este curta metragem fez sucesso em 2011, tendo sido vencedor de vários prêmios (inclusive o Oscar de melhor curta de animação), gerando até um app com um spin-off interativo. Pare 15 minutos hoje, menos do que o que você leva para ir pegar café no corredor, e entregue-se. Vai valer a pena, acredite. No poder dos livros.

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” é uma produção que evoca o poder que existe em dedicar sua vida a arte de contar histórias. E do que elas são capazes de retornar a você.