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in Ler

Muito antes do PNBL

O Plano Nacional de Banda Larga vem aí, mesmo depois da polêmica em torno da fibras óticas, da velocidade muito aquém do necessário para um experiência de qualidade na web e com várias áreas cinzas e reclamações por parte das Teles, acostumadas a ganhar muito diga-se de passagem.

Como será a comercialização destes pacotes, uma vez que parcerias estado-iniciativa privada tem, por definição, a cor cinza? Ninguém sabe ao certo.

Em paralelo a isso, correndo por fora, esbarrei com o primeiro contrato de conexão que assinei, no distante 1996. Era o começo de tudo minha gente e comprávamos pacotes com horas determinadas de navegação. Tínhamos direito a 30 horas de navegação por mês, algo como 1 hora por dia a ser dividido entre três usuários afoitos. Estávamos saindo da BBS após ler, com entusiasmo, que poderíamos fazer a famosa “visita virtual ao museu do Louvre”. Lembro que na época preferia ainda as fotos da Enciclopédia lá de casa e alguns slides que meu pai projetava com peças do acervo.

Mas, foi a época em que aprendemos a trocar e-mails e digitar palavras em um webcrawler para assim descobrir os 10 sites que tinham a informação que desejávamos. Claro, que não podemos publicar neste horário.

Era pré-google, pré-blog, pré-twitter. Um pré no saco.

 
  • http://www.guilhermemoreira.com.br Guilherme Moreira

    Fala Mauro, beleza?

    Cara, eu lembro que eu assinava a AOL, não faz tanto tempo assim, foi no começo de 2000 quando comecei a ter meu primeiro contato íntimo com a internet. Era o mesmo esquema, 30 horas mensais dividida entre 5 contas. A conexão era terrível, o serviço era caríssimo e o navegador da AOL era um lixo.

    Foi em 2003 que assinei meu primeiro pacote de internet “rápida”, eram 250kbps, e era incrível, eu saía para o meu estágio nos correios ao meio dia e deixava 3 cd’s baixando no Soul Seek (Sim, usavamos SS na época) e quando voltava, às 18h, estava terminando de baixar o terceiro, era o máximo.

    Boas recordações, colocar um edredon em cima do pc pra mãe não ouvir o barulho do modem conectando na época da internet discada era uma aventura e tanto.

    Excelente blog, Mauro, creio que aqui não seja o lugar ideal para discutir isso, mas e o fala freela? Sinto saudade de quando eu ainda era um empregado que trabalhava fora de casa e voltava ouvindo o podcast no trem lotado, por vezes eu gargalhava sozinho e as pessoas ao meu redor achavam que eu estava bêbado ou drogado, mas o podcast era o máximo.

    Abração!

  • http://www.jigu.com.br Jigu

    Eu fui cobaia do acesso experimental da Embratel. Aquele que você preenchia acessando o RENPAC em modo texto e eles te mandavam um disquinho com o Trumpet Winsock, WS-IRC e o Netscape Navigator. :P