Muito antes do PNBL

Por em Ler, Ver

O Plano Nacional de Banda Larga vem aí, mesmo depois da polêmica em torno da fibras óticas, da velocidade muito aquém do necessário para um experiência de qualidade na web e com várias áreas cinzas e reclamações por parte das Teles, acostumadas a ganhar muito diga-se de passagem.

Como será a comercialização destes pacotes, uma vez que parcerias estado-iniciativa privada tem, por definição, a cor cinza? Ninguém sabe ao certo.

Em paralelo a isso, correndo por fora, esbarrei com o primeiro contrato de conexão que assinei, no distante 1996. Era o começo de tudo minha gente e comprávamos pacotes com horas determinadas de navegação. Tínhamos direito a 30 horas de navegação por mês, algo como 1 hora por dia a ser dividido entre três usuários afoitos. Estávamos saindo da BBS após ler, com entusiasmo, que poderíamos fazer a famosa “visita virtual ao museu do Louvre”. Lembro que na época preferia ainda as fotos da Enciclopédia lá de casa e alguns slides que meu pai projetava com peças do acervo.

Mas, foi a época em que aprendemos a trocar e-mails e digitar palavras em um webcrawler para assim descobrir os 10 sites que tinham a informação que desejávamos. Claro, que não podemos publicar neste horário.

Era pré-google, pré-blog, pré-twitter. Um pré no saco.