Ninguém fica pelo caminho
, em: Ler.
Há uma ilusão que nos protege com um pensamento ora reconfortante ou anestesiante, de que as pessoas que deixamos pelo caminho, somem.
Isso é ao mesmo tempo esvaziar de significado as interações sociais como proclamar um certo tipo de auto suficiência no mínimo mentirosa.
Penso que o melhor do caminho é o caminhar. Ok, não é um pensamento novo. Mas, através deles, podemos nos certificar que na estrada deixamos lanternas, sentinelas, mensageiros, pedras marcadoras.
Não deixamos pessoas. Marcamos presenças no tempo-espaço com as quais temos afinidades. Aqueles momentos, aquela presença sempre estará lá. Às vezes pronta para mudar, mais uma vez, sua rota. Outras vezes para lembrar que, naquele ponto, você tomou a direção correta. Outras ainda para agitar a lanterna e lembrar que “não volte aqui, deu merda.”
Simples assim. Complicado assim. Mas assim.
