iA


EcoSport 4WD. Não sou contra carros nacionais. Só contra falta de respeito.

, em: Ler. Tags: ,

Tenho twittado até mesmo para o pretenso head de Social Media da Ford, em busca da solução para o carro da minha família. Segue transcrição da mensagem que tenho enviado para os canais (in)competentes:

Somos uma família de cinco pessoas que, no primeiro semestre de 2009 tinha um sonho: comprar um carro com as economias realizadas por cinco anos. Após test-drives, pesquisas na internet e muita conversa com amigos e parentes nossa escolha foi um Ford EcoSport 2.0 4WD, modelo top de linha.

Em agosto de 2009 retiramos o veículo da concessionária BarraFord (Rio de Janeiro) e iniciamos sua utilização de forma absolutamente moderada, ou seja, um perfil totalmente urbano e aquém do potencial divulgado do carro, um 4×4. Menos de dez quilômetros por dia levando crianças à escola, indo ao shopping nos finais de semana e coisas do gênero.

O funcionamento do carro foi absolutamente normal e aceitável neste período. Próximo ao final do ano começamos a sentir “socos” ao reduzir de quinta para quarta marcha e de quarta para terceira marcha.

Em janeiro, com a proximidade das férias até antecipamos a revisão dos primeiros 5 mil quilômetros e levamos esta questão à equipe técnica da Barra Ford. O motorista de testes da concessionária deu algumas voltas com o veículo e disse se tratar de um comportamento normal de carros 4 x 4. Foi feita a primeira revisão preventiva e fomos viajar para a Região dos Lagos no Rio de Janeiro, distante 180 km de nossa moradia, em Jacarepaguá, Zona Oeste da cidade.

Transcorridos alguns dias em Cabo Frio, por onde andamos normalmente visitando as praias da região, começamos a sentir um estranho cheiro de borracha queimada vinda do capô, ao ponto de pessoas nos restaurantes por onde parávamos virem falar conosco, na intenção de ajudar.

Ao voltar para o Rio, notamos que o pedal de embreagem já estava mais baixo e o desenvolvimento do carro na estrada já não era o mesmo. Ao levar nosso carro a outra concessionária (FordSempre, Jacarepaguá, Rio de Janeiro) o consultor técnico que recepcionou o veículo alegou se tratar de embreagem hidráulica queimada, possivelmente por mal uso e que a garantia não cobriria o reparo. Solicitou que ligássemos para o 0800 da fábrica para que fosse autorizado o conserto mediante a garantia.

O consultor da fábrica Roberto Machado (responsável pela linha Eco Sport) alegou que o revendedor tem treinamento e autonomia para fazer valer a garantia ou, em caso de mal uso, realmente informar ao proprietário que o reparo não estará coberto e precisará ser pago.

Pergunto eu: como um carro que foi utilizado de forma moderada e viajou apenas para uma semana na praia pode apresentar um defeito desses? O alegado foi que o sistema de embreagem hidráulica foi inteiramente comprometido. A única alternativa passada pela equipe da Ford Sempre foi criar um dossiê para a fábrica com fotos das peças para que feita uma perícia e constatado defeito na peça, ela seja paga pelo fabricante.

Em caso negativo (o da fábrica negar) teremos que pagar peça e mão-de-obra num total de R$ 2.200 reais.

Será possível que um carro utilizado em ambiente urbano e que viajou muito pouco, conduzido por um motorista experiente e com vinte anos de habilitação tenha perdido todo o sistema de embreagem assim de uma hora para outra? Como a Ford anuncia um modelo Eco Sport 4×4 4WD tão sensível?

Ficamos aqui aguardando a resolução da Ford e de seus revendedores na solução para este problema e nos colocamos à disposição através dos contatos.

Alguns dos dados técnicos solicitados pela FORD:

Proprietário: Luciana Sarmento de Oliveira
Veículo: Eco Sport 2.0 4WD 4X4 – cor. verde – ano 2009 – data de compra: agosto 2009
placa: LTH 2666
chassi: 9BFZE65HO98548496
Comprado na BarraFor (Barra da tijuca – Rio de Janeiro)
Está agora na: Ford Sempre (Jacarepaguá – Rio de Janeiro)
O carro fez sua primeira revisão programada agora em janeiro
O carro ainda está na garantia de fábrica.

E aí?