O que está por trás da discurso de Obama? Uma data.
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Update: palco desmontado, discurso público cancelado. O convescote se dará no interior do suntuoso Theatro Municipal, onde Barack discursará para uma lista de convidados da Prefeitura, do Estado e da Embaixada Americana. Dan Brown, passa o bastão para o Michael Bay, por favor.
Fiquei alguns dias na dúvida se ia ou não à Cinelândia testemunhar o fato inusitado de termos por aqui um presidente americano a discursar em praça pública. Como fã de história, desenvolvi o faro específico para determinar quando se está participando de um acontecimento que será ensinado em salas de aula, ou, como parece querer a natureza, contado ao redor da fogueira em noites nucleares.
Senti isso ao ver Zélia na TV, na passeata dos caras pintadas, no 11 de setembro, na primeira eleição de Lula e na própria eleição do cidadão tão bem retratado em uma banca de novidades em uma livraria chique aqui do Rio (a foto foi tirada hoje às 17h!). Mas, desta vez, o cheiro é outro. Não espero garfada no pré-sal, solapada na biodiversidade amazônica, nem outros quetais.
E o que eu espero – embora não queira – , tão pouco será televisionado, escrito ou falado em público.
A visita e o discurso acontece no equinócio de Outono, data famosa em certos grupos, com certas inclinações e objetivos. Não, não acredito em seitas secretas ou coisas do gênero, em nova ordem mundial, em técnicas de dominação mental etc. Acho mídia da própria mídia para se justificar como tal. Mas, curto um bom argumento, um plot sugestivo. E este está pedindo. Acompanhem:
Coincidentemente ou não, foi o mesmo em dia que em 1815 – Napoleão entrou em Paris após escapar de seu exílio em Elba, começando seu “Governo dos Cem Dias”; em 1848 aconteceu a Revoluções de dos Estados Alemães; em 1916 Albert Einstein publicou sua teoria geral da relatividade; em 1952 o Senado dos Estados Unidos ratificou o acordo de paz com o Japão; em 1995 foi realizado o atentado terrorista em cinco diferentes estações de metrô de Tóquio matando 1300 pessoas e, finalmente, em 2003 os EUA invadiu o Iraque.
Coincidência ou não, no mesmo dia, de frente para um Obelisco, o monarca do império saudará alguma coisa.
Dan Brown, diz aí…o que passa?
