O vídeo de Ben Folds, Nick Hornby e Pomplamoose music
, em: Ver.
Uma das maiores diversões intelecto-criativas a qual me submetia há alguns anos era acompanhar peças clássicas, sinfônicas ou não, em suas partituras originais. Como uma coisa destas consegue ser divertida? Porque é absurdamente visual, com os trinados e escalas das cordas por exemplo representando espirais de DNAs de boa música e bons pensamentos.
Ao me deparar com o vídeo acima (via @crisdias) tive exatamente a mesma sensação. O pretenso clima de “não-produção”, uma vez que é um clipe da criação musical em si e não só sobre a música, esconde horas e mais horas de intenso trabalho e dedicação à uma ideia.
Ao final, temos um registro visual do fazer musical em si. Claro, permeado aqui e ali pelo texto que nos conta como produzimos tanto conteúdo, muito mais do que aquele que podemos consumir.
Vejam que o trabalho (genial!) da turma do Pomplamoose Music é, per si, o registro da produção como forma de consumo. E daí fecha o ciclo. Bacana não?
Bateu aqui como um DeLorean que viaja no tempo e tem cheiro de folhas amarelas de imensas (papel A3) partituras de Sinfonias Betovianas.
