iA


Qual seria a pessoa mais comum do mundo?

, em: Ler, Ver. Tags: ,

Dona daquilo que podemos considerar a memória fotográfica de uma geração a National Geographic iniciou uma série especial chamada 7-Billion, que busca responder a questões bem curiosas, como por exemplo: “em um mundo que, em pouco tempo, terá 7 bilhões de pessoas, qual seria o ser humano típico a nos representar?”

O resultado está consolidado no vídeo abaixo e tem ainda um artigo completo e uma galeria de fotos como só eles sabem fazer para sustentar a tese.

A falácia do Glocal

A questão é mais interessante do que pode parecer. Digo isso em função de ter vivido minha vida profissional em empresas de comunicação de vários setores. O que isso tem a ver com a discussão?

Simples: em todas elas, na virada do século XX, falava-se em “agir localmente pensando globalmente”, o que era resumido em uma expressão popularesca chamada “Glocal”, ou seja, Global + Local. Falácia.

No que se refere à discurso de comunicação andamos muito pouco quando o assunto é entender o vizinho do bairro ao lado. Fazedores de conteúdo de todas as origens e estilos, contam suas histórias olhando para seus umbigos. E se mal entendemos, ou lembramos, como ele foi formado e porque Adão o tinha, que dirá entender as complexas demandas de um mundo com tanta gente.

Gente em constante evolução, que hoje poderia ser representada por um homem chinês de 30 e poucos anos e daqui há 30 anos será por um Hindu. E mais: nas 25 megacidades que o abrigarão, ele raramente, ou muito facilmente estará fora de seu país de origem. Viveremos cada vez mais misturados e, será que enfim?, unificados?

Ou será o próprio discurso deste singelo conglomerado de produção de conteúdo que nos mesmeriza com cenas de caçadas, fugas impossíveis e expedições mágicas; um elo unificador de manada?

Teorias de conspiração à parte, vai aí a indicação de bom conteúdo e o pedido de um início de discussão. Somos ou não mais típicos do que queremos esconder?