The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Este curta metragem fez sucesso em 2011, tendo sido vencedor de vários prêmios (inclusive o Oscar de melhor curta de animação), gerando até um app com um spin-off interativo. Pare 15 minutos hoje, menos do que o que você leva para ir pegar café no corredor, e entregue-se. Vai valer a pena, acredite. No poder dos livros.

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” é uma produção que evoca o poder que existe em dedicar sua vida a arte de contar histórias. E do que elas são capazes de retornar a você.

 

The Book that can´t wait – Editora portenha cria livros que desaparecem em contato com o ar

Sabe aquela lista de leitura, aquela pilha de papéis que não pára de crescer e o obriga a passar por um ritual diário de auto-flagelo? Posso ouvir você: “Desse final de semana não passa, vou começar a ler o Cemitério de Praga”. Pois é, a editora Eterna Cadencia deu um passo à frente de sua procrastinação criando uma coletânea de livros com uma tinta especial, também desenvolvida por eles, que desaparece em dois meses quanto submetida a duas substâncias bem comuns: ar e luz.

O invento já tem feito algum barulho na mídia especializada e surpreende por trazer uma nova dinâmica à leitura, um tempo híbrido entre o instantâneo da web e a pausa para um café e um bom livro.

Seu principal objetivo é dar chance a novos autores de serem lidos. O raciocínio é que, premidos pelo tempo, novos leitores encontram novos autores que assim podem receber convites para novas publicações.

Confira no vídeo:

via: The Digital Reader

 

O futuro da humanidade é a babaquice. E isso não me surpreende mais.

Aos saudosos Mussum, Dicró, Moreira da Silva e Tião Macalé,

A coisa está feia por aqui, meus compadres. Imaginem que, mal vocês subiram para o andar de cima, fomos invadidos pela tsunami do politicamente correto, espécie de alergia moral que faz a todos torcerem o nariz, senão espirrar, ao mínimo sinal de humor tipicamente nacional.

Lembra quando vocês gritavam “Urubuzis é a mãezins!”, ou ainda “Nojento…tchan…”, ou ainda tiravam onda com os otários que não subiam o morro? Pois é, até que provem o contrário, este tipo de abordagem é, agora, fora da lei.

Senão, reparem. A novidade da semana é que o Ministério Público de Uberlândia está apurando suposta apologia ao racismo em um clipe recente do Alexandre Pires (quem? Ah, o do SPC, que quer tirar onda de astro latino, certo?).

Não entendam errado, meus camaradas. O clipe não é bom e muito menos engraçado e não defendo a peça em si, desprezível e nula em termos culturais como são tantas outras. Estamos falando apenas (e mais uma vez) de letras de duplo ou triplo sentido, em uma piscina cheia de gostosas e com participações que vão do globalizado Neymar ao improvável Mr. Katra. E só.

Segundo as autoridades competentes, a enxurrada de reclamações foi enorme. Racismo e má intepretação do papel da mulher na sociedade figuram entre as acusações. Sabe o que esse caso está me lembrando? Aquela cena toda ao redor dos livros do Monteiro Lobato que correm ainda o risco de serem tirados de circulação.

Parece que falta o entendimento aos Doutores da Lei que, além de se auto-aumentar-se e conceder recessos e férias quando querem, a cultura tem lá seus próprios tempos e movimentos. Se no caso do autor de “O Sítio do Pica-pau amarelo”, o que contou para a posteridade foi o registro das histórias da infância e sua miscigenação com lendas clássicas; no clipe citado acima, nada fica. É obra oportunista e fortuita, destinada a “alguma-coisa-folias” Brasil afora. Não há legado, não há mito, não há herói final.

Em resumo: o tom tão descartável dos poucos minutos em vídeo não vai contribuir ou diminuir a sua influência em sentimentos sejam eles quais forem.

Espero sinceramente que vocês agora habitantes de instâncias sobrenaturais me ajudem a entender uma coisa: onde estavam os nobres doutores do MPF de Uberlândia desde que a cultura nacional foi criada? Que moralismo babaca é esse? Que babaquice moral é essa?

Fiquem atentos vocês, aí de cima, quando não estiverem deixando anjos corados de vergonha com aquela piada do “Leite de mula manca da serra”, a percepção final do caso: a babaquice é o destino final da humanidade. E, não sei porque, isso não me surpreende mais.

Fico por aqui. E Deus foi testemunha que eu queria beber leite!

 

Tema de Guerra nas Estrelas só no vocal, por Nick McCaig

Nick McCaig tem a força, não há dúvida. Foram 300 horas de edição após captar as 90 faixas da partitura original do tema de Guerra nas Estrelas que, caso você tenha vindo de alguma província distante e nunca tenha ouvido falar, foi composta por John Williams.

Aos ouvidos mais atentos, peço paciência por algum auto-tune aqui e ali, ok?

 

Scott Wade faz arte com a poeira no seu carro

Lembra quando você escrevia “Lave-me” no vidro empoeirado do carro do vizinho e se achava um cara bastante criativo? Pois é, daí chegou o Scott Wade e elevou alguns degraus (ou escadas) o nível da coisa. Confira no vídeo abaixo e na galeria ao final do post.

 

Scott Wade

Scott Wade - Paisagens típicas do Texas na poeira do pára-brisa do seu carro

Scott Wade

Scott Wade, tentando arte acadêmica

Via: DesignBoom

 

ECAD, Youtube e blogs. Por quem o direito autoral deve ser defendido?

capa_ecad

Você está caminhando pela rua da Alfândega no Rio de Janeiro e ouve o inevitável “ai, seu eu te pego, ai, ai…”. Enlevado pela saliência de tão bela canção, você começa a assoviar. Não mais do que de repente, por de trás de uma bancada de calcinhas vendidas a R$ 10 a dúzia, surge um fiscal com prancheta na mão.

– Senhor, são R$ 352,59, senhor.
– As calcinhas?
– Não, não, a taxa por ter assoviado a música do Michel Teló

Pode parecer absurdo, mas é exatamente isso que mais um ciclo de ação do ECAD ao redor dos produtores de conteúdo na internet está querendo fazer. A polêmica – podemos chamá-la assim? – , estourou ontem em alguns veículos ao relatar o caso dos editores de um blog que resolveram, inicialmente, retirar do ar seu pequeno e não comercial veículo.

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The Joy of Books. Animação stop-motion para bibliófilos

Um Toy Story só de livros. Essa é a melhor forma de descrever esse simpático filmete em stop motion, criado pelo casal Sean e Lisa Ohlenkamp, donos da livraria Type, no Canadá. Sim, eles têm uma livraria e ainda fazem filmes de animação. A trilha foi composta e gentilmente cedida por Grayson Matthews.

Não é a primeira peripécia da dupla no mundo da animação. O vídeo experimental “Organizando prateleiras” é também bem interessante.

 

Documentário na íntegra:The Land where the Blues began

O folclorista Alan Lomax já havia percorrido o delta do Mississipi nos anos 30 e 40 junto a seu pai em uma missão para a Livraria do Congresso americano: registrar a música original, seminal, religiosa e espiritualista que deu origem a um dos mais tradicionais ritmos americanos, o Blues.

Na época ele tinha apenas 18 anos e os equipamentos, claro, eram bem rudimentares. Ciente de que os representantes e as histórias envolvendo este estilo musical rapidamente desapareceriam, na década de 70 ele volta ao mesmo ambiente para registrar, pela última vez, suas descobertas.

O vídeo acima é o resultado dessa pesquisa, um documentário de quase uma hora para aqueles que não tem medo de sentar em uma esquina à meia-noite, you know what i mean…