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Uma ode ao cérebro (continuando post do @crisdias no @radarpop)

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Outro dia estava na “reunião de pais e mestres”, quieto no meu canto, rascunhando minhas impressões sobre o que se desenrolava à minha frente. Professoras tentavam se explicar do porque uma determinada atividade não ter dado certo na turma de 5º ano. O quinto ano hoje é a antiga quarta série, se você é antigo como eu.

Triste, a mestre se esquivava das críticas sobre o fracasso. A ideia era que as crianças criassem um “relato histórico” sobre a chegada dos portugueses aqui no Brasil. Só que a turminha não havia entendido. Depois de idas e vindas, em uma sala com 50 mulheres e três heróicos pais, consegui entender que ninguém tinha contado, inclusive para o meu filho, o que era, afinal um relato histórico.

Pera lá. Levantei o dedo. “Professora, a senhora já ouviu falar de um canal chamado History Channel?”, “E de programas como Trato Feito, Caçadores de Relíquias, Detetives da História, Expedição Inca”

Não.

Pois é tia, é lá que a linguagem desta geração está. Inclusive para educar. De nada adianta pedir um relato histórico, se eles já vivenciam a experiência histórica em maravilhosas dramatizações, reconstituições e infografias em geral. O mesmo filho que não entendeu muito bem o que é um relato histórico, adora o History Channel. Era só dar o exemplo. Aliás, educar é dar o exemplo. Porque conteúdo todo mundo tem na mão. Fazê-lo ficar interessante é que são elas.

Lembrei de contar essa porque estava lendo feeds no iPhone (melhor maneira, depois do trabalho eu leio que saiu e mando por e-mail para mim mesmo escrever sobre no dia seguinte), e me deparei com este vídeo, postado no www.radarpop.tv, do CrisDias e AlexMaron. Genial!