A partir de 2018 vou gradativamente desviar a audiência de projetos antigos e redes sociais para uma única plataforma, a url mauroamaral.com.
O manifesto a seguir registra meu pensamento por trás dessa decisão e como este projeto vai se comportar nos próximos cinco anos.
Vou publicar apenas conteúdo original. Ele será criado a partir da análise de diversas fontes e, invariavelmente, vai registrar a minha opinião sobre temas que julguei relevantes para o momento.
Esta relevância será determinada a partir da observação constante do fluxo de opiniões geradas sobre determinados grupos de assuntos, a saber: inovação, tecnologia, protagonismo criativo, cultura, paternidade entre outros.
Por que isso? Tenho notado que, em cada grupo destes, de tempos em tempos, a aglutinação de vertentes ideológicas ou linhas de discussão contribui para gerar aquilo que convencionei chamar de NÓ.
O NÓ é momento no tempo e no espaço em que a aglutinação ao redor de um determinado tema se intensifica de tal forma que fica impossível não produzir algo sobre.
Uma vez medido este acontecimento, a produção intelectual sobre ele passa por disparar um processo de criação em médio prazo que justifique um objetivo final.
Ou seja, o NÓ gera um projeto, com ele um processo e, como decorrência, uma entrega final. Nunca imediata ou imediatista. Jamais, de baixa qualidade.
Por exemplo, o NÓ da escalabilidade da produção de conteúdo para e-commerce, gerou o processo de pensar uma plataforma proprietária para a minha produtora e, como entrega final, tivemos um ebook.
Os NÓS serão publicados como páginas agregadoras na plataforma. A ideia é manter um processo transparente, envolvendo a audiência na escolha, processo de depuração e entrega do projeto final.
A plataforma vai se posicionar como um ambiente de slow content, que vai entregar conteúdo nos formatos texto, áudio e vídeo de maneira seriada e com objetivos claros, sem grande relação com datas de publicação, apenas com a qualidade das entregas.
Um dos fatos geradores do conceito de plataforma por trás do mauroamaral.com foram as sucessivas crises que as redes sociais com base em algoritmos e publicidade geraram e consequentemente enfrentaram desde 2011.
Se você bem se lembra, tudo começou com a identificação da diminuição do alcance orgânico de seus conteúdos por parte de produtores de conteúdo de diversos portes. Outro grande ponto de inflexão foi o caso conhecido como “Cambridge Analytica”. Todos no mercado, de uma forma ou de outra, sabiam o que acontecia.
Mas, ao relacionar o vazamento de dados com importantes questões políticas e manipulação do tecido social, o evento disparou uma crise complexa que levou até mesmo o fundador da maior rede social do mundo a uma sessão de esclarecimentos no Senado e Congresso americanos.
Eu sabia que você sabia, quase todo mundo sabia que algumas pessoas sabiam e, ao muitas pessoas saberem, todos ficaram sem saber o que fazer.
Mas, isso pode ser visto de outra forma. Uma delas, é repensar a valorização dos que priorizam outro tipo de contato com o produtor de conteúdo. Ou ainda, por uma ressignificação do conceito de plataforma.
Naquilo que se refere à interação com redes sociais e as formas de contato do leitor com o mauroamaral.com, é sobre ressignificação que estamos falando. Este é o território sobre o qual os cinco anos de trabalho vão se basear.
Esta nova-antiga maneira de lidar com a audiência passará por alguns princípios.
Em paralelo, obviamente, vão surgir os primeiros NÓS e debates. Você pode me ajudar a construir essa jornada desde já, tornando-se parte desta audiência.
Não vai ser fácil quebrar esse paradigma. Não vai ter muita gente. Mas, vai ter gente que vale muito.
É isso. Fiquem em paz.
Mauro Amaral
Abril de 2018.
Previous page Next page