Penso#8 – O mundo codificado de Vilém Flusser

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No Penso#8 faço dois pedidos para a minha provável audiência: o primeiro, de desculpas. Notei que depois de sete programas apresentados ainda não tinha me apresentado propriamente. Fiz isso, portanto.

O segundo pedido, para que dividissem comigo a (re)descoberta de Vilém Flusser, um filósofo Tcheco que viveu no Brasil por 30 anos e produziu uma obra que está sendo revisitada recentemente, muito em função do renascimento da chamada filosofia especulativa, da qual é um dos representantes.

Um sapateiro não faz unicamente sapatos de couro, mas também, por meio de sua atividade, faz de si mesmo um sapateiro.

O mundo codificado dos objetos, Vilém Flusser, página 34.

Para além da experiência auditiva

FICHA TÉCNICA

Transcrição do episódio

Acesso o feed desse podcast no Spotify, que você encontra digitando mauroamaral.com no campo de busca e reparo algo curioso: falo que produzo um projeto em fluxo de consciência, mas, em mais de um mês de programa, sequer me apresentei propriamente. O fato me leva a pensar que a minha consciência é antissocial.  Pois, aí vai.

O nome, claro, não é surpresa alguma. O que eu fiz dele, de repente, pode ser. Sou Mauro Amaral, comecei como publicitário porque precisava de um salário que me seria dado a partir de minha habilidade em produzir textos que faziam algum sentido para as agências de propaganda da era pré-internet.

E, quando era tudo mato, fui também arquiteto de informação, estrategista de conteúdo, gerente de conteúdo e, quando tudo o mais parecia desmoronar ao meu redor, criei um blog para falar com colegas freelancers e, 5 anos depois, minha própria empresa.

Em 2015, tentei pela primeira vez seguir em minha especialização acadêmica. Falhei. Em 2016 também. E, em 2019, 20 anos depois de começar a criar títulos premiados aqui e acolá, resolvi empreender uma renovação pessoal e levar a sério o longo prazo que essa especialização exige de pessoas normais como eu.

A novidade, foi, claro me considerar uma pessoa normal. Que aceitaria ser transpassada pelos fluxos de coisas que acontecem por dentro, do lado de fora e acima de todos nós. Deixar-se ser levado pela mão. E, assim, conseguir o que se quer.

Ao criar textos publicitários, deixei com que a agência me fizesse publicitário. Ao arquitetar sites, que o mundo digital me fizesse um profissional online. E, ao aceitar a academia, as leituras e fichamentos fazerem de mim um candidato ao mestrado.

O que me levou a pensar no programa de hoje. Isso porque nessa de se deixar ser transpassado pelo mundo ao redor, uma das flechas mais certeiras foi conhecer o pensamento do Vilém Flusser. 

O filósofo Tcheco que morou no Brasil por 30 anos e só recentmente foi redescoberto. Um cara que escrevia em seis idiomas traduzindo seus próprios livros e reescrevendo-os a cada edição. Que ousou reesecrever a história da cultura humana enquanto era… gerente de produção em uma fábrica em São Paulo. E que, após ser reconhecido lá fora, foi revisitar a sua cidade Natal – que abandonou fugindo de Nazistas -, sofreu um acidente de carro. E morreu.

Seu projeto – essa reescritura da cultura humana a partir, principalmente, de nossa relação com as imagens que produzimos e fazemos circular, é a base de sua filosofia especulativa, aquela que permite a quem tenta empreender algum pensamento fazer uso de uma habilidade evitada por outras linhas: a imaginação.

Até por isso seus textos são simples, imaginativos, leves. E, não se enganem, de uma complexidade acachapante. 

No projeto mauroamaral.com, o podcast que todas as semanas invade os ouvidos da minha audiência com o fluxo da minha consciência, propus me concentrar em assuntos que considero importantes para o momento atual. Eles, eu chamo de nós. 

Em antialgoritimia, que vai traduzir em alguns conteúdos que estou planejamento o porque da crise das timelines e como vamos criar resistências a isso.

Já em paternidade XXI, pretendo conversar com pessoas que estào reinventando o conceito com base no momento atua, repleto de desafios e retrocessos.

Em mentoria, a ideia é me colocar à disposição de profissionais criativos do século XXI em suas missões para encontrar um lugar ao sol. Ou, aprender a usar filtro solar. PAra esse nó, pretendo criar algum tipo de dinâmica que ainda não está muito clara. Mas, caso se interesse é só me mandar um e-mail a partir do formulário de contato do site.

E, em analogicporn, a ideia é dar uma olhada nos movimentos que levaram ao renascimento, ressignificação e o que mais se inventar ao lado dos aparelhos analógicos que muitos julgavam relegados ao passado. Esse ainda tá verdinho.

Esses quatro nós são, na mais absoluta verdade, a tradução do meu estado mental atual. Sem personas, sem estratégias, sem coberturas. Apenas o receito do meu estar no mundo.

E aqui fazemos uma importante ligação com o programa de hoje e com Flusser em particular.

Um de meus traços mais marcados em toda a existência de curto e longos 46 anos foi a paixão por livros. Herdei alguns da biblioteca de minha casa de origem e, há 20 anos, monto a minha própria. E, todas as raras vezes que esse meu canto da casa é visitado, a pergunta é sempre a mesma: mas você já leu todos eles?

Claro que não. E isso não faz a menor diferença. O que conta é que eles me escolheram em algum momento. E, em um segundo momento, vou abri-los.

O programa de hoje é um exemplo desse segundo momento. Originalmente este tipo de episódio se chamaria “Introduções de Livros que nunca li”. Justamente para brincar com isso. Mas não existiria livro melhor para trazer para a minha provável audiência do que o de hoje.

Em O Mundo Codificado temos um resumo irresistível da capacidade imaginativa de Vilém Flusser que nos leva pela evolução de nossa capacidade de produzir e lidar com imagens, coisas, objetos e ferramentas. E entender que isso nos faz humanos.

Até onde se sabe, o único animal na natureza que tem consciência de sua existência e finitude. E tece um mundo codificado de imagens e ferramentas (a cultura) para fugir de sua única certeza.

Aqui, na realidade desse podcast, a única certeza que temos é que toda segunda-feira temos programa novo. E que, no Penso#8, vamos rebatizar a série que começa agora.

Trechos de livros que li só para a minha provável audiência.

Apresentando:

O mundo codificado
Por uma Filosofia do design e da comunicação

De Vilém Flusser
Editora UBU, 2017. Página 32. 

Mauroamaral.com é a conexão direta entre o fluxo de minha consciência e os ouvidos da sua.

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Roteiro, edição e mixagem: Mauro Amaral

Na trilha sonora você ouviu trechos de Wendy Carlos que por si só já valeria outro programa como esse.

Penso#8 gravado em 31 de agosto de 2019

Sobre o autor

Mauro Amaral

Meu principal foco de atuação é a criação de projetos de conteúdo interessantes, divertidos e leves para marcas, organizações e produtos.

Em função desta opção, transito bem entre jornalismo, publicidade e entretenimento, pesquisando continuamente e filtrando ativamente as tendências do momento para aplicá-las no dia a dia dos meus clientes.

Construo, mantenho e estimulo equipes criativas há 10 anos; com especial predileção por identificar novos talentos e trabalhar potenciais multidisciplinares.

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